Como estruturar uma equipe de Growth Hacking?

O crescimento orgânico é um dos objetivos mais almejados por muitas empresas, principalmente startups, que estão no início das suas operações. Sendo assim, o growth hacking é uma ferramenta que potencializa esse avanço. 

Auxiliando as empresas a alcançar os seus objetivos, a equipe de growth hacking prioriza o crescimento rápido utilizando o mínimo de recursos.

Esse conceito é mais do que uma tendência, se apresentando como uma ferramenta valiosa para muitos negócios.  

Growth hacking e sua importância para o marketing

Criado por Sean Ellis, um investidor norte-americano, o growth hacking é uma nova forma de idealizar o marketing digital. Com origem da palavra em inglês para crescimento, esse termo faz referência a um avanço constante e rápido. 

Esse conceito é muito conhecido por startups, empresas emergentes com negócios relacionados à inovação. 

Basicamente, o growth hacking é um conjunto de ações para alavancar o crescimento consistente e acelerado da empresa. Esse avanço é realizado a partir de conhecimentos sobre os pontos críticos e os diferenciais do negócio. 

As ações estratégicas são elaboradas com base em hipóteses e experimentos. A equipe de growth hacking é composta por profissionais especializados/as em marketing e tecnologia, que, por meio de testes, são capazes de identificar novas oportunidades, pontos de aceleração e brechas para o crescimento do negócio.

Visando a obtenção de resultados satisfatórios, os profissionais priorizam que o empreendimento cresça de forma inteligente. Outro objetivo do growth hacking é fazer com que os processos sejam otimizados, para que possam ocorrer com eficiência e mais rapidamente. 

Com base no empirismo, o growth hacking possui uma relação próxima com os KPIs (Key Performance Indicators). Nesse modelo de estratégia, é essencial que a empresa tenha o controle das informações. Os relatórios gerados pelo KPIs orientam as estratégias. 

Ajudando no entendimento de uma série de elementos significativos, esses instrumentos apresentam mais informações sobre a geração de leads, feedbacks dos clientes, números dos acessos e tráfego e o acompanhamento das vendas.

Além disso, no growth hacking, os KPIs são utilizados para novos experimentos. As empresas possuem necessidades diferenciadas, então elas acabam definindo esses indicadores para que eles se transformem em novas experiências. 

As estratégias de growth hacking estão divididas em quatro etapas:

  • Geração de novas ideias;
  • Modelagem;
  • Realização de testes;
  • Apresentação dos resultados.

Por que investir em uma equipe de growth hacking?

A principal motivação para trabalhar com growth hacking são as constantes mudanças que surgem no mercado. As fórmulas antigas de fazer marketing não são mais efetivas para lidar com as tendências, que demandam inovação por parte das equipes de marketing digital. 

Atualmente, é necessário que as empresas compreendam melhor o seu mercado e criem soluções inteligentes. Explorando todo o potencial gerado pela internet, o growth hacking orienta ações que podem diferenciar as empresas de seus concorrentes. 

Ainda nessa lógica, o growth hacking também permite que as empresas encontrem novos mercados para explorar.

Quais são os profissionais necessários para montar uma equipe de growth hacking?

O growth hacking é uma área que exige profissionais especializados. Em geral, essa equipe é responsável por criar soluções e testá-las. 

Em seguida, ela faz a análise desses dados e métricas para avaliar o impacto desses experimentos, buscando incentivar um crescimento acelerado no negócio.  

Para lidar com essa metodologia, os colaboradores precisam de conhecimentos em marketing, SEO, e análise de dados.

Além desses conhecimentos técnicos, também é importante que a equipe de growth hacking conheça profundamente os objetivos da empresa e suas estratégias.

Mas quais são os profissionais essenciais para essa área? Confira abaixo! 

CGO (Chief Growth Officer)

Responsável por liderar a equipe de growth hacking, o CGO (Chief Growth Officer) é o diretor do departamento. Suas atribuições incluem o direcionamento das ações e a análise dos resultados adquiridos em uma maior escala. 

Growth Hacker

Unindo o aspecto visionário e o lado estratégico, o growth hacker é um profissional que tem como atribuição fazer questionamentos sobre as ações de marketing. 

Esse colaborador é treinado para sugerir mudanças, encontrar oportunidades e propor estratégias que sejam inovadoras. 

Tendo em vista os objetivos da empresa, o growth hacker também mensura os resultados das estratégias aplicadas. 

Analista de dados

Toda equipe de growth hacking deve entender de dados (Data Driven), mas existe um profissional responsável por lidar especificamente com esses números. 

Apenas em 2017, de acordo com um levantamento lançado pela Domo, foram produzidos diariamente 2,5 quintilhões de bytes.

O analista de dados interpreta essas informações e avalia se as ações da empresa estão mostrando resultados ou não. 

Logo, além da competência analítica, esse profissional também deve dominar as ferramentas de aquisição online e gerar novos insights a partir dos resultados obtidos.

Especialista em conteúdo

O conteúdo é um dos pilares do marketing digital. Então, se a empresa pretende melhorar sua presença online e fortalecer seus mecanismos de aquisição de clientes, ela deve ter um especialista em conteúdo na equipe de growth hacking. 

Além de criar pautas, esse profissional também é o coordenador da produção e responsável pelas postagens. 

O seu principal objetivo é garantir que as metas, valores e a cultura da empresa estejam alinhados com a linguagem utilizada nos textos, vídeos, peças de design e outras comunicações. 

UX Designer

Especializado na experiência do usuário (UX), ele atua juntamente com engenheiros e desenvolvedores. O UX Designer auxilia no desenvolvimento de soluções e na estruturação de sistemas. 

Importância dos experimentos para a equipe de growth hacking

Os experimentos são considerados os propulsores dessa estratégia. No growth hacking, é incentivada uma cultura de experimentos, que atesta se uma hipótese é correta ou falha. 

Contudo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, esses experimentos não são “tiros no escuro”, uma vez que eles apenas viram processos oficiais quando são testados e validados. 

Dentro dessa cultura, as análises e testes são feitos constantemente. O objetivo desses experimentos é ajudar a equipe de growth hacking a compreender os seus resultados com mais eficiência. 

Para mensurar os dados e as experimentações, podem ser utilizadas diferentes hacks e ferramentas. Além de economizar tempo, elas também não exigem muitos gastos, já que existem ferramentas gratuitas. 

A exemplo do Google Analytics, a Mixpanel e a HEAP são outras plataformas disponíveis para as empresas nesse mercado.  

Definição de métricas

Uma das premissas do growth hacking, as métricas estabelecem quais são os problemas da empresa e os pontos de aceleração do seu crescimento. Em especial, elas são fundamentais para que a equipe mantenha o foco nas suas estratégias e ações.

Os indicadores mais comuns são: leads qualificados, quantidade de usuários ativos, NMRR e o número de clientes.

No geral, a definição das métricas depende dos objetivos da companhia, que estabelece o que é primordial para alcançar o sucesso. 

Apresentação de resultados

Uma das últimas etapas da estratégia de growth hacking é a apresentação e análise de resultados. Portanto, esse é o período em que a equipe entende se as hipóteses se confirmam. 

Sendo assim, uma das principais recomendações é que esses dados não sejam manipulados ou enviesados pela equipe. A partir dessa análise, surgem dúvidas sobre a experimentação. 

Se a hipótese não se confirmar, é interrogado o que pode explicar uma possível não confirmação. Além disso, essa apresentação de resultados também conduz a aprendizados e indica quais ideias podem ser aplicadas em futuros experimentos. 

Caso a hipótese levantada se prove verdadeira, a equipe começa a trabalhar em uma forma de sistematizar e escalar essa experimentação, criando um novo modelo de negócio ou aprimorando o produto/serviço já existente, a fim de ganhar mais mercado e conquistar mais clientes. 

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