Designers e Devs: um casamento de sucesso!

Quando uma empresa planeja o lançamento de um novo produto, o resultado vai depender muito do entendimento entre os/as designers e devs da equipe.

Enquanto um/a vai mapear e idealizar uma experiência do usuário, o/a outro/a vai fazer com que isso seja colocado em prática de uma maneira realmente funcional. 

Embora possa haver algum atrito onde o trabalho de um termina e do outro começa, o que vamos mostrar neste artigo é como este pode ser simplesmente o casamento perfeito. Ying e yang. O queijo e a goiabada dos jobs. 

Para designers, trabalhar em sincronia com os/as desenvolvedores/as e toda a equipe é extremamente importante para garantir um processo de desenvolvimento suave e coeso.

Isso por que os/as designers deverão sempre priorizar a criação de produtos que sejam consistentes, escaláveis e acessíveis, inclusive com tecnologia viável para o/a usuário/a final, de acordo com as personas da empresa. 

Por outro lado, é indispensável que isso seja realizado tendo em mente a execução por parte da equipe de devs, inclusive tendo todo o processo e decisões completamente alinhados. 

Atuação de designers e devs na criação de um novo produto

Durante a construção de um produto várias etapas precisam ser levadas em consideração. Elas envolvem: 

  • Reconhecimento do problema a ser tratado (o objetivo daquele produto);
  • Conhecimento sobre a persona e pesquisas;
  • Tratamento de dados;
  • Copywriting;
  • Codificação e aplicação da tecnologia necessária;
  • Lançamento, testes e melhorias contínuas.  

Nesse fluxo, muito do trabalho entre esses dois perfis profissionais se encontram e se complementam. 

Por isso, é importante que haja um diálogo entre o que os/as designers e devs estão fazendo, em cada etapa. Isso pode acontecer com a configuração de um ambiente como o Adobe XD, Photoshop, Sketch, FIgma ou outro software de design que também fale a língua do/a desenvolvedor/a.

Como disse no último ponto acima, o lançamento de um produto acaba se tornando um projeto contínuo, uma vez que testes são realizados e melhorias são implementadas sempre que necessário. Ao tomar uma decisão durante o planejamento e as primeiras etapas desse processo, o/a designer precisa levar isso em consideração

Enquanto trabalha na identidade visual do site e na experiência, sabendo que todos os detalhes farão muita diferença, o/a designer precisa sinalizar para o/a dev quais recursos serão necessários para que o produto seja tecnologicamente viável, responsivo, seguro e ágil.

O/a desenvolvedor/a, neste casamento dos sonhos, inicia um esboço de uma plataforma com login (se for o caso), com tecnologia para carregar imagens, vídeos, artigos para blog, tags, keywords e encaminhamento para as mídias sociais. 

A criação não existirá sem uma tecnologia correspondente para o novo produto, por isso o entendimento é fundamental.

Por outro lado, o produto não irá captar a atenção do usuário se não tiver um design adequado e que converse com suas necessidades. 

Todos estes processos são definidos na fase inicial do novo produto, que pode ser considerado um esboço.

Nele, é possível incluir e retirar à vontade, com muita rapidez, sem trabalhos e retrabalhos para toda a equipe, especialmente para dev e designer.

A próxima etapa, de forma sintetizada, é tornar o esboço apresentável para o/a cliente, como um modelo do produto-final, que ainda será aperfeiçoado.

É uma fase de apresentação, na qual o/a cliente poderá dar suas sugestões sobre posição de imagens, cores, fonte, entre outras características do produto.

Por fim, neste ciclo rápido da criação de um novo produto, com o/a programador/a e o/a designer pensando juntos em acessibilidade e usabilidade, todos os elementos de design são inseridos na tecnologia aprovada pelo/a dev.

Por fim, veja um resumo das etapas:

  • Configuração do ambiente pelo/a dev e designer, pensando em aplicabilidade e satisfação do/a cliente;
  • Definição dos recursos necessários (tecnologia e programação);
  • Criação do novo produto (designer);
  • Elaboração do esboço digital para ser apresentado para o/a cliente;
  • Finalização do produto.

É claro que, na prática, vários desafios deverão ser superados pelos/as desenvolvedores/as em parceria com os/as designers. Justamente por isso, deixo três dicas para otimizar seus projetos em parceria e com muito amor no coração.

1. Designer e Dev – um casamento que rende muitos frutos para startups!

Entenda as limitações da pessoa que é sua parceira de trabalho!

Se sou o designer, sempre que quero adicionar um item ou uma funcionalidade na interface, me pergunto se isso é viável para a equipe de tech. 

Por mais que eu queira realizar essa implementação, ela pode não ser necessária e atrasar a vida do/a coleguinha dev.

Por isso, é importante entender essa limitação e encontrar outra solução para o projeto, que crie um fluxo mais produtivo para o trabalho.

Vale também, claro, para o/a desenvolvedor/a entender que certas aplicações e modificações são realmente necessárias para uma melhor experiência do usuário, por exemplo. 

Neste caso, não tem o que fazer e, para preservar a parceria, o/a designer pode explicar melhor a situação para contextualizar o/a programador/a.

Aqui, nada melhor que apresentar dados estruturados que justifiquem as alterações ou implementações.

Então, algumas vezes é válido investir um pouco mais de tempo para essa solução e não pensar que tudo que o/a designer pede é frescura. Mente aberta, paz e amor. 

2. Todos os detalhes devem ser minuciosamente explicados

A cada etapa do projeto faça um alinhamento para ver se a produção está de acordo, tenha interesse pelo trabalho da outra pessoa. 

Caso essa aproximação não seja feita, algo pode ficar para trás e trará problemas próximos ao deadline, o que não queremos de maneira nenhuma.

É preciso que haja uma certa boa vontade e empatia entre o/a designer e o time de devs.

Quando o alinhamento é realizado, é possível corrigir o que for necessário sem maiores problemas, bem antes do prazo de entrega, sem ficar com a corda no pescoço.

Vale lembrar que, quando se trata de um novo produto digital, caso o deadline não seja cumprido e o/a cliente fique insatisfeito/a, os/as designers e devs serão responsáveis pela falha.

Cheque a responsividade, as imagens, os ícones e outras ferramentas, não pense que “aquilo não é trabalho seu”.

Lembre-se sempre que se trata de um casamento com ótimos frutos e suas dificuldades naturais, e para amenizar qualquer estresse todas as informações precisam ser compartilhadas.

3. Respeito, paciência e foco no produto são essenciais

Neste relacionamento, o objetivo entre os/as designers e devs da equipe é lançar um produto funcional e obter a satisfação do/a cliente.

Sempre que estamos trabalhando com um/a dev em uma aplicação, acabo por pedir que ele/a ajuste os alinhamentos, embora não pareça uma prática muito comum para os/as programadores/as e desenvolvedores/as. 

Muitas vezes são coisas simples, mas que merecem atenção, isso de ambas as partes, tanto dos/as devs como designers.

Em geral é um botão que não está funcionando ou uma logomarca que foi enviada fora do tamanho ideal, por exemplo.

Agora, pensando friamente, você que é dev ou designer, acha mesmo que uma coisa tão pequena como essa deve criar uma animosidade a ponto de prejudicar a relação, o novo produto e o trabalho em equipe? De jeito nenhum!

Na maioria dos casos, é tão simples de resolver, basta um pouco de paciência e boa vontade para exportar novamente as imagens, fazer um alinhamento para alterar um código de um botão que leva do nada para lugar nenhum, etc.

Sabemos que o estresse do dia a dia, pressão de clientes, alterações, deadlines e o próprio desafio de fazer um bom produto digital criam uma sobrecarga nos times, mas sabemos que quando designers e programadores/as trabalham juntos em um produto, tem tudo para dar certo. 

E essa sintonia é fundamental até mesmo para aliviar um pouco da pressão que um novo produto ou um produto digital desafiador está gerando em vocês, devs e designers.

Sempre serão necessários alguns ajustes na relação, principalmente porque o trabalho em equipe é uma criação mútua onde há coparticipação. 

A partir dessa verdade, fica mais fácil de entender a importância de alinhar as expectativas constantemente e de praticar o máximo de respeito pelo trabalho do/a outro/a.

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