Como criar bons programas de treinamento em pequenas e médias empresas?

Abrir um negócio no Brasil não é tarefa simples. Entretanto, os pequenos empreendedores que decidem se aventurar e criar sua própria empresa vêm se tornando responsáveis por parcelas cada vez maiores de bom impacto econômico.

O estudo “Participação das MPE na economia nacional e regional”, realizado pelo Sebrae e pela Fundação Getulio Vargas em 2020, apontou que as médias e pequenas empresas já correspondem a 30% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Ou seja, apesar das dificuldades associadas à gestão de empresas no país, elas são cada vez mais necessárias à economia brasileira.

Porém, para que essa conta seja fechada da maneira adequada – e mais economicamente viável para as gestoras e gestores -, é necessário falar dessas dificuldades. Excesso de burocracias fiscais, pouca retenção de clientes e falta de planejamento são algumas das mais recorrentes.

Além dessas, há outra que é crucial: a dificuldade para criar programas de treinamento eficazes, que garantam a qualificação da mão de obra e, consequentemente, a retenção de bons talentos que fazem a diferença em uma empresa média ou pequena.

A boa notícia é que é possível resolver essas dificuldades sem que o investimento precise ser muito maior ou diferente do que já é realizado. Um bom planejamento é capaz de propor uma melhoria profunda nos pilares que podem levar a empresa ao sucesso!

Neste artigo, você vai entender melhor como o investimento em uma estratégia de capacitação eficaz dentro de uma empresa pequena ou média pode alavancar o seu sucesso. De quebra, também vamos apresentar uma solução simples para esse problema: o Gama Station for Teams, aplicativo que oferece uma série de conteúdos que se adaptam à necessidade das colaboradoras e colaboradores. Vamos lá?

Principais dificuldades: programas de treinamento em pequenas e médias empresas

Ano após ano, pesquisas com pequenas e médias empresas vêm apontando alguns fatores como os mais recorrentes dentre os problemas e dificuldades enfrentados pelas gestoras e gestores.

Entre eles, há os mais conhecidos, de ordem financeira, como alta carga tributária, burocracia excessiva para obter financiamento e crédito, entre outros. Porém, outros problemas frequentemente apontados acabam por receber um destaque menor: 

  • a baixa capacitação de gestoras e gestores, e de profissionais liderados;
  • a pouca retenção de talentos;
  • a dificuldade para conquistar novos clientes.

Uma pesquisa feita pelo Sebrae em 2019 para levantar o perfil das empresárias e empresários donos de pequenos e médios empreendimentos aponta que 52% das pessoas participantes da pesquisa admitiram que têm pouca capacitação na área de gestão financeira, enquanto 47% consideram precisar de mais conhecimento nas áreas de propaganda e marketing da empresa.

Isso significa que, dentro de pequenas e médias empresas, ainda é comum a sensação, por parte das pessoas encarregadas de sua gestão, de que há uma desvantagem em relação à capacitação e, consequentemente, à boa retenção de clientes. 

Dentre as principais dificuldades enfrentadas pelas gestoras e gestores para a capacitação da equipe e a retenção de bons talentos, estão os índices de turnover, que medem a rotatividade de funcionárias e funcionários.

Empresas menores, que têm o nome menos consolidado no mercado, tendem a sofrer com maior rotatividade, já que muitos profissionais acabam pedindo demissão para migrar para empresas de grande porte. Isso gera um alto custo financeiro e estratégico, já que investir na capacitação profissional dessas pessoas acaba se tornando um gasto perdido, que será aproveitado por outra empresa. 

Por outro lado, formar e manter uma equipe qualificada é uma das principais estratégias que levam ao crescimento de uma empresa a curto, médio e longo prazo. Investir em reter talentos, treinar a equipe continuamente e garantir sua satisfação – e, consequentemente, sua dedicação – levam a boas perspectivas, como:

  • Melhorias contínuas nos produtos e/ou serviços vendidos
  • Aprimoramento dos fluxos de operações da empresa
  • Decisões estratégicas tomadas com maior qualidade, a partir do aconselhamento da equipe
  • Posicionamento no mercado melhorado
  • Relacionamento cada vez melhor com clientes e potenciais clientes

Reduzir o gargalo das taxas de turnover é, portanto, uma das grandes necessidades das pequenas e médias empresas.

A boa notícia é que essas empresas entendem a seriedade desse problema e estão em busca de estratégias que possibilitem virar o jogo. A última edição do estudo “As PMEs que mais crescem no Brasil”, realizado pela consultoria Deloitte em 2019, mostra que 75% das empresas entrevistadas apontam o investimento em talentos como sua maior prioridade para os próximos anos. Além disso, 65% das entrevistadas também entendem que a retenção de boas e bons profissionais é uma das ações prioritárias para que consigam crescer no mercado.

As possibilidades para programas de capacitação em empresas de menor porte

Como dissemos, embora o desafio seja grande, é possível criar soluções que apoiem a empresa na capacitação de suas colaboradoras e colaboradores, reduzam as taxas de turnover e façam com que o ambiente da empresa seja visto como benéfico e vantajoso para todos que a integram.

Veja abaixo como começar a planejar essas estratégias!

  1. Melhores estratégias de recrutamento

Um dos principais problemas que levam ao aumento das taxas de turnover e, consequentemente, à redução da curva de aprendizagem e à perda de talentos, são as estratégias de recrutamento mal utilizadas. É necessário que a equipe de RH saiba buscar profissionais que se alinhem à cultura da empresa, que estejam em busca de aprendizado e queiram participar dos desafios de levar a empresa ao crescimento. As qualificações técnicas são necessárias, mas igualmente importante é identificar a disposição da profissional de querer vestir a camisa da empresa – se essa disposição não for evidente, as chances de perder o talento para uma multinacional podem ser maiores.

  1. Mudança na mentalidade da empresa

Não basta apontar a necessidade de reduzir o turnover e capacitar adequadamente a equipe – é necessário fazer com que essa mentalidade se torne imperativa na empresa. As empresas de pequeno e médio porte só ganham quando investem em uma mentalidade que respira aprendizado. As colaboradoras e colaboradores se sentem mais à vontade para buscar aprender, percebem os ganhos profissionais que têm ao participar do desenvolvimento da empresa – afinal, estão ganhando habilidades e competências valiosas – e, por consequência, se sentem estimuladas a continuar trabalhando nela. Para que isso aconteça, é necessário tornar a aprendizagem um dos pilares da empresa e criar espaços seguros para que todas e todos se sintam à vontade para errar e aprender.

  1. Objetivos e planejamento dos programas de treinamento

A partir de boas estratégias de RH e mudança de mentalidade na empresa, é hora de pensar sobre os objetivos e o planejamento dos programas de treinamento. Antes de colocá-los em prática, as gestoras e gestores devem refletir sobre quais são de fato as suas necessidades. Um bom ponto de partida é pensar nos planejamentos estratégicos e nas metas da empresa. Além disso, como o objetivo não é apenas crescer, mas também desenvolver os talentos da empresa, outro ponto de partida igualmente importante é avaliar as aspirações e habilidades das colaboradoras e colaboradores, para verificar como os programas de treinamento podem ajudá-los a alcançar seus objetivos profissionais dentro da empresa.

  1. Parceria com empresas educacionais 

Embora seja possível a empresa desenvolver sozinha seu próprio programa de treinamento, uma boa estratégia para facilitar e acelerar esse processo de implementação é fazer uma parceria com empresas educacionais que têm a expertise necessária no assunto. Empresas como a Gama Academy têm jornada consolidada na criação de programas de treinamento assertivos, com experiências de aprendizagem que sejam mais adequadas às necessidades individuais das colaboradoras e colaboradores e às necessidades da empresa como um todo.

Gama Station: solução eficaz para programas de treinamento

Uma das possibilidades para empresas de pequeno e médio porte, que estão começando a desenvolver seus programas de treinamento, é o Gama Station: um aplicativo criado pela Gama que traz dezenas de cursos direcionados para profissionais de tecnologia. São mais de 100 horas de conteúdo!

Para quem está começando, é possível filtrar os cursos por stack:

  • Hacker: voltada para desenvolvedores;
  • Hipster: voltada para designers de UX e UI;
  • Hustler: voltada para equipes de vendas e customer service;
  • Hyper: voltada para equipes de marketing digital e growth hacking;
  • Human: voltada para desenvolvimento de habilidades interpessoais, as soft skills.

O aplicativo conta com videoaulas, exercícios de fixação, trilhas de aprendizagem e, além disso, com suporte à criação de projetos aplicados que permitam às e aos profissionais demonstrar na prática o que foi aprendido.

Alguns exemplos de cursos oferecidos no Gama Station:

  • Princípios do Design UX x UI
  • Networking
  • Ferramentas de marketing e automatização
  • SEO e ASO
  • Metodologias ágeis
  • Inbound marketing x inbound sales
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