Clubhouse: fique por dentro da rede social de áudio que está bombando!

Se você achava que não havia mais nenhuma inovação possível para social media, se enganou! Eis que surge uma rede social de áudio chamada Clubhouse para abalar o mercado. 

O Clubhouse, mídia social exclusiva de áudio, estourou depois que algumas personalidades demonstraram interesse pelo app baseado em mensagem de voz, como é o caso de Elon Musk, Ashton Kutcher, Drake e Oprah Winfrey.

Para você que ainda não está por dentro dessa novidade, saiba como funciona o Clubhouse!

O que é Clubhouse?

O Clubhouse é um aplicativo para troca de mensagens ou realização de conversas através de áudios. 

Os/as usuários/as criam salas de bate-papo para serem utilizadas durante um tempo que pode ser estipulado com antecedência, como se fosse um encontro ou uma reunião de 30 minutos, por exemplo.

Diferentemente do Whatsapp, onde os/as usuários/as podem reutilizar conteúdos antigos, no Clubhouse só são permitidos materiais gerados em tempo real e cada pessoa só possui sua imagem de perfil, sem poder usar vídeos ou fotos.

O Clubhouse permite a criação de ambientes para conversas livres, mas é mais comum as pessoas criarem espaços para conversas temáticas.

O controle de quem fala nos encontros é mediado por alguém, geralmente por quem criou a sala de bate-papo no Clubhouse. 

Além disso, o app permite a participação de todos/as com envio de áudio ou somente de uma pessoa.

Veja outras informações interessantes sobre como funciona o Clubhouse:

  • O/a moderador/a do Clubhouse também pode decidir se as pessoas vão ficar com microfone aberto ou fechado em salas menores;
  •  Vale lembrar que as conversas não ficam registradas, a não ser que alguém registre que algum abuso tenha ocorrido;
  • O limite de ouvintes ao mesmo tempo é de 5 mil pessoas;
  • O app Clubhouse só está disponível para iPhone;
  • É um aplicativo para uso restrito de quem foi convidado por alguém;
  • Cada pessoa tem direito a adicionar somente dois/duas amigos/as.

Na prática, pessoas que usam o Clubhouse constantemente vão ganhando o direito de convidar mais amigos/as. A rede social para Android ainda está sendo criada, segundo os desenvolvedores.

O Clubhouse é seguro?

Um dos maiores questionamentos dos/as usuários/as é sobre a segurança do Clubhouse. E as principais críticas vieram a respeito de privacidade e exclusividade (por enquanto, apenas usuários/as de iPhone podem entrar, algo que certamente será expandido em novas versões do app).

Voltando para a questão sobre segurança e privacidade do Clubhouse, a rede social baseada em áudios tem acesso aos dados da agenda telefônica dos/as usuários do app. 

Ou seja, você não tem iPhone, mas é amigo de alguém que tem este aparelho, usa o Clubhouse e tem seus dados gravados na agenda. Pronto, pode-se dizer que os seus dados já estão disponíveis para o app.

Existe a possibilidade de os/as usuários/as não compartilharem os dados dos seus contatos com o Clubhouse? Sim, mas o sistema utiliza um emoji que pode confundir na hora da decisão sobre o compartilhamento. Há quem questione essa prática.

Segundo especialistas, o objetivo do acesso aos dados de contatos dos/as usuários/as é criar um mapa social dos/as amigos/as e clientes de quem está usando o Clubhouse, que, de alguma maneira, pode acabar lucrando com essas informações.

O Clubhouse é exclusivo?

Outra crítica que foi vinculada ao Clubhouse é sua exclusão, já que a plataforma aceita somente áudios – e não textos.

Assim, surdos/as ou surdos-mudos/as ficam impossibilitados/as de usar o aplicativo de áudios. Neste caso, este público formado por deficientes auditivos não seria capaz de participar em uma sala de bate-papo.

Alguns apps de rede social tomam mais cuidado com a questão da inclusão social. O Instagram, por exemplo, que é uma rede social baseada em imagens, tem um sistema para que deficientes visuais entendam o que está na timeline e usa IA – Inteligência Artificial para criar uma audiodescrição para pessoas cegas.

O conceito de “rede social apenas para convidados/as” abordado pelo Clubhouse também está sendo criticado por pessoas que abordam temas relacionados à inclusão social.

Com todos estes filtros, o número de usuários/as do Clubhouse acaba ficando limitadíssimo.

Porém, devido ao sucesso estrondoso da rede social – o Google registrou aumento de mais de 500% nas buscas sobre o app em apenas uma semana – parece que a “exclusividade” faz parte da estratégia do aplicativo de áudios.

Em uma ação de marketing que utiliza exclusividade e cria uma rede social apenas para convidados/as, a impressão do público é de que ela é mais especial, para VIPs e pessoas diferenciadas – enquanto o Facebook é para “qualquer um”.

CEO da Gama dá dicas de como usar o Clubhouse

O CEO da Gama, Guilherme Junqueira, não escapou do assunto do momento e como especialista da área de tecnologia, inovação e negócios digitais deu algumas dicas sobre o Clubhouse.

Veja o ponto de vista do founder e CEO da Gama Academy sobre o Clubhouse (e siga ele por lá em @guijunqueira):

Efeito segunda tela 

O Clubhouse cria o efeito da segunda tela ou second screen, uma forma de o/a usuário/a ver um filme na TV enquanto um amigo também está assistindo ao mesmo tempo em outro lugar ou mesmo assistir a um jogo de futebol enquanto escuta os/as torcedores/as e a narração pela rede social. Isso é incrível!

Comunidades

Liderança e Comunicação em Community Building são alguns atrativos do Clubhouse, já que a comunicação por micro comunidades é uma tendência para o futuro dos negócios. Além disso, o canal de comunicação do app é melhor do que outros disponíveis no mercado e a liderança é realizada pelos/as moderadores/as das salas. 

Lançamentos 

O Clubhouse pode oferecer uma Customer Experience excelente no lançamento de produtos, por exemplo. Jornalistas e fornecedores podem entrar em uma sala temática do app para falar sobre uma novidade que está sendo lançada por uma empresa, por exemplo. 

Além disso, o aplicativo pode substituir chatbots ineficientes. Se você quiser tirar uma dúvida sobre um serviço ou produto, basta entrar na sala, levantar a mão e esperar sua vez de falar.

Network 

O Clubhouse apareceu como uma ótima novidade para rever os/as amigos/as e gerar network em um ambiente digital agradável, uma vez que não podemos nos encontrar em cafés e outros espaços físicos por causa das restrições da pandemia.

Conteúdo patrocinado 

O Clubhouse pode ser usado como um excelente espaço corporativo para interação do público com celebridades patrocinadas, em ações planejadas por algumas marcas. A tendência é que isso aconteça diariamente.

Eventos 

O Clubhouse vai de encontro à reinvenção de eventos, uma vez que atende todas as necessidades dos/as usuários/as que utilizam as plataformas digitais. A UX é excelente e o networking realmente acontece.

Clubes privados 

Os clubes privados pagos podem ser uma tendência no Clubhouse, com acesso somente para pessoas que forem aprovadas. Isso é um ótimo modelo de negócio para assinaturas recorrentes.

Liberdade de expressão para todos/as

O Clubhouse é perfeito para quem é tímido, pois não tem foto, vídeo, live e outros encontros mais invasivos. Os/as usuários/as só mandam seus áudios e ficam de igual para igual com grandes nomes que estão no encontro. 

É exatamente o que está escrito no livro “Poder dos Quietos”, que fala sobre a capacidade de liderança das pessoas mais tímidas, justamente porque a capacidade que elas têm para ouvir é muito maior. Aliás, recomendo a leitura!

Comodidade 

Para não perder tempo escolhendo, como acontece com podcasts e filmes na Netflix, no Clubhouse basta entrar em uma sala, ficar ouvindo e realizar suas atividades, como uma corrida ou caminhada. Muito mais fácil!

Visibilidade 

A visibilidade para criadores/as e hosts, como jornalistas que intermediam debates e realizam entrevistas no Clubhouse, já está crescendo. A rede social deve se tornar uma grande oportunidade para pessoas com conteúdo relevante e jogo de cintura. 

Quer ver um exemplo que está bombando? Conheça os talks da Catherine Connors, que rodam duas vezes por semana e são muito bem acessados.

Se você quiser ouvir mais dicas do nosso CEO, Gui Junqueira, conheça o podcast Carreiras Digitais

Luis Quintanilha

Sou um Growth Hacker e Estrategista que atua na criação, planejamento, inbound marketing e growth e gestão. Trabalho com o propósito de impactar vidas. Me ensine, me deixe ajuda-lo e vamos crescer juntos buscando soluções criativas contribuindo para um mundo melhor. :)

Atualmente trabalho na Gama Academy, uma empresa onde consigo aliar meu propósito ao objetivo da Gama Academy de transformar talentos. Atuamos com treinamento e recrutamento de profissionais ao mercado digital. Se você está precisando contratar, desenvolver suas habilidades ou treinar seu time, fale comigo, será um prazer ajudar!

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