Angular: como é o funcionamento desse framework?

Relacionado à geração de Interfaces, o Angular é um framework de desenvolvimento front-end de aplicações web. Ele usa a linguagem HTML e Typescript.

Com código aberto, o framework teve sua primeira versão divulgada em 2010, mas essa era completamente diferente da versão que os/as desenvolvedores/as conhecem e usam atualmente. 

Em 2019, segundo pesquisa elaborada pela Stack Overflow’s annual Developer Survey, 32,4% dos/as desenvolvedores/as front-end entrevistados/as afirmaram que usavam o Angular em seus projetos.

O que é o framework Angular?

Controlado pela Google, o framework é usado para fazer o desenvolvimento de SPA, uma sigla que faz referência a Single Page Applications

Mas o que são essas aplicações e como elas se diferenciam das páginas comuns da web? A principal distinção é o processamento dessas aplicações únicas.

Por exemplo, em páginas de preenchimento de dados ou buscas sobre produtos, é normal que sempre que o usuário realize uma solicitação, o servidor peça que o navegador processe essa pesquisa e depois retorne com os resultados obtidos. 

Para fazer essa busca, o navegador atualiza e recarrega toda a página. Sendo assim, em uma única aplicação, todo esse procedimento se torna mais fácil, simples e dinâmico. 

Em português, a sigla pode ser traduzida para Aplicações de Página Única. Nesse tipo de aplicação toda a interatividade e a navegação do usuário nas diferentes sessões podem ser realizadas sem que a página seja recarregada. 

Ao entregar todas as ferramentas relevantes para a construção de SPA, o framework Angular facilita a vida dos/as desenvolvedores/as em projetos de criação de aplicações.

Em uma SPA, quando o usuário acessa a interface, o carregamento completo é feito com todas as solicitações sendo processadas. Então, quando um usuário solicita um novo produto, são utilizadas solicitações AJAX para fazer a requisição. 

Logo, a atualização da página e o retorno da pesquisa para a pessoa acontecem de acordo com a solicitação feita. Dessa forma, não é necessário que toda a página do site seja recarregada. 

Angular x AngularJS

O nome AngularJS não é incomum para os/as desenvolvedores/as. Contudo, mesmo que ambos possuam tecnologia e nomes similares, os frameworks podem ser considerados diferentes. 

A primeira versão do projeto foi lançada em 2009, sob o nome de AngularJS. Em 2016, o AngularJS foi reescrito e recebeu a nomenclatura de Angular 2 e, posteriormente, ficou conhecido apenas como Angular. 

Essa versão é tida como superior em relação às outras. Em termos de código, a Angular não é uma continuação das versões anteriores. 

A nova arquitetura do framework leva em conta os padrões da web moderna, com as boas práticas que precisam ser consideradas nos dias de hoje. 

Nessa nova versão, o Angular segue tendo o Javascript como base, mas focando no Typescript, capaz de oferecer todas as funcionalidades dessa linguagem.

Para que serve e como usar o Angular

O Angular permite que o/a desenvolvedor/a tenha todos os recursos para fazer a construção de uma SPA. 

Esse framework oferece muitos benefícios para o usuário dessas páginas, pois reduz o tempo de processamento da interface e também diminui o número de dados trafegados. 

O aumento desse aspecto dinâmico oferece uma melhor experiência, principalmente em sites que abrigam lojas online. 

Otimizando o desenvolvimento front-end, o framework utiliza o HTML, que garante páginas mais estáticas. Já no caso de websites, apenas essa linguagem de marcação não é suficiente. 

O Angular adapta a capacidade do HTML. Ele oferece instruções que são úteis tanto para as páginas de desktop quanto para as aplicações desenvolvidas para mobile. 

O framework trabalha com um paradigma inusitado no sistema de desenvolvimento, que é centrado nos dados da aplicação. Ao contrário de fazer uso da virtualização do DOM, ele opera mecanismos únicos para fazer a identificação de mudanças na Interface. 

Essas alterações das páginas são referenciadas por uma estrutura conhecida como Two-Way Data Binding, que é responsável por manter a view e o model sempre relacionados na atualização.

Nesse sistema, a atualização de um desses elementos impacta o outro automaticamente.

Quanto à utilização do framework Angular, a forma mais comum e simples é através de uma linha comando conhecida como Angular CLI. A instalação dessa ferramenta é realizada com um gerenciador de pacotes do Node.js, o NPM (NodeJS Package Manager), que faz a interpretação do JavaScript. 

Executando toda a estrutura considerada básica para o projeto, o Angular CLI entrega os diretórios, arquivos e scripts. Esses são os principais arquivos: Main.ts, Index.html, App.components.ts, Angular.jason e App.module.ts.

Elementos, componentes e módulos do Angular

Trabalhando com a compilação de códigos de Typescript, esses dados são executados por um browser. Esse framework dispõe de vários elementos com diferentes atribuições e que tornam a estrutura mais atrativa. 

Além de contar com templates, diretivas, serviços, roteamento, ferramentas para fazer a infraestrutura e a injeção de dependência, o framework também lida com componentes e módulos (tópicos que vamos discutir logo mais). 

Quando falamos sobre um framework que faz o desenvolvimento front-end, é indispensável falar sobre os seus componentes. Esses itens são a base de todo o desenvolvimento, pois são eles que possibilitam que os códigos sejam criados.

Além disso, os componentes também facilitam que os códigos sejam testados sem que exista a ameaça da ocorrência de falhas e colisões. 

Responsável por iniciar o Angular, o AppComponent é a base para que os outros componentes sejam conectados formando uma hierarquia, que segue o modelo do DOM.

Já em relação aos módulos, eles podem ser definidos como blocos para construção de objetos. Desse jeito, cada aplicativo é formado por uma ligação entre esses módulos.

A atribuição do framework é fazer a junção, exportação e o armazenamento das diretivas, componentes e pipes. A função dos módulos é formar uma aplicação. 

Além disso, também existe uma classificação que inclui: Imports, Declarations, Exports e Providers. Cada aplicação é formada por, no mínimo, uma dessas categorias. 

Principais bibliotecas de Angular

Além de ser formada por um pequeno núcleo, a arquitetura de um framework também é composta por uma biblioteca de componentes. Seguem as principais a serem consideradas no caso do Angular:

  • Router;
  • HTTP;
  • Forms;
  • Animations.

Ao fazer a configuração das rotas e associar as URLs desejadas, a biblioteca Router é usada para autorizar a navegação dentro da página sem que ela seja recarregada.

Outra biblioteca relevante é a HTTP, que usando o padrão REST,  é um protocolo intermediador da comunicação entre a aplicação front-end e o seu back-end. Em seguida, o Forms é mais um agrupamento de componentes do Angular.

Muitas páginas utilizam formulários complexos que são preenchidos por seus usuários. Em geral, esses formulários são formados por estruturas aninhadas que incluem registros mestres e vários detalhes.

O Forms é a biblioteca que sincroniza o modelo da aplicação, o Two-Way-Data-Binding. Outra função dessa biblioteca é autorizar que sejam feitas configurações na source-to-view, que consiste na fonte para o formulário; e na view-to-source, o formulário para a fonte.

Por fim, a Animations é a biblioteca de componentes animados para tornar a página mais interessante e agradável para o usuário. Por meio da CSS e Javascript, o framework Angular oferece uma ferramenta para incluir essas animações e outros recursos para melhorar a interface. 

Além de construir controles que ajudam no entendimento e compreensão dos usuários, as animações também tornam a página mais informativa, com informações importantes para o público.

Como é o mercado para profissionais 

Muito conhecido no desenvolvimento web, o Angular é um framework amplamente usado pelos profissionais da área. Por ser uma ferramenta que ajuda na construção de projetos de websites, esse requisito é muito buscado no perfil dos profissionais do mercado.

Em parceria com a consultoria PageGroup, a Revista Exame publicou um levantamento que apresenta os cargos em alta para 2022. 

No setor de tecnologia, a função de desenvolvedor front-end é uma das consideradas como tendência para o próximo ano. Entre as habilidades técnicas exigidas estão os seguintes frameworks: React e Angular. 

Quanto à remuneração desses profissionais, os valores dependem do nível exercido na empresa: júnior, pleno e sênior.  Ainda de acordo com a pesquisa, o salário médio pode atingir R$ 17 mil. 

Por que aprender?

Ao desenvolver um projeto, o Angular acaba oferecendo mais facilidade e praticidade para o desenvolvedor front-end. O framework oferece uma estrutura de fácil compreensão e manutenção dos códigos. 

Portanto, um dos principais benefícios de conhecer o Angular é a possibilidade de economizar tempo em projetos, já que o framework dispensa a utilização de códigos mais extensos e editores de texto.

Junto ao Typescript, o Angular permite que seja usado um padrão de programação que é guiado por objetos. Tal padrão também é utilizado nas linguagens Javascript, Python e C#.

Assim, para quem entende essa ferramenta, acaba sendo mais fácil e intuitivo aprender outros tipos de programação, e vice-versa.

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